| OS MONSTROS NÃO PERDOAM | | Imprimir | |
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Mateus 18:23-35 - Por 7 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal decidiu, esta semana, pela manutenção da Lei de Anistia sobre aqueles que praticaram torturas durante o Regime Militar no Brasil que durou de 1964 a 1985. Entre os 7 votos, estava o voto do ministro relator, Eros Grau, o único entre esses ministros que sofreu tortura durante o Regime Militar, mas mesmo assim, ele votou pela manutenção da Lei de Anistia (perdão em sentido amplo para quem cometeu crimes). O Ministro Cezar Peluzo, em seu voto, disse: "Os monstros não perdoam. Só o homem perdoa, só uma sociedade superior é capaz de perdoar".
I - A FALTA DE PERDÃO DESAGRADA O CORAÇÃO DE DEUS O perdão é uma doutrina cristã das mais resistidas, incompreendidas e rejeitadas não apenas entre os que não são cristãos, mas também entre os próprios cristãos, discípulos de Jesus. E apesar de Deus ter preparado toda uma estratégia voltada para perdoar o homem que pecou, estratégia essa que culminou com a vinda do Seu próprio Filho, Jesus Cristo, ainda assim, o homem tem grande dificuldade em perdoar. E nessa parábola conhecida como "A Parábola do Credor Incompassivo", o senhor dessa parábola, que representa Deus, demonstra o seu desagrado e revolta com a falta de perdão. II - A FALTA DE PERDÃO NOS IMPEDE DE TAMBÉM SERMOS PERDOADOS A lógica da Parábola do Credor Incompassivo está exatamente em que se recebemos o perdão, porque também não liberamos o perdão? E se queremos ser perdoados, porque também não perdoamos? Vemos o perdão como uma "via de mão dupla" e a falta de perdão nos coloca na contra-mão dos ensinamentos cristãos e da própria vontade de Deus que nos perdoa e nos manda também perdoar. E a indignação do senhor na Parábola está exatamente em não aceitar que uma pessoa que acabou de receber o perdão por uma dívida tão grande, não foi capaz de perdoar uma dívida tão pequena. III - A FALTA DE PERDÃO PRENDE A NOSSA ALMA O credor incompassivo da parábola contada por Jesus teve a sua alma presa, ficando nas mãos dos verdugos, dos espíritos atormentadores, dos carcereiros do inferno por não ter liberado perdão sobre o seu devedor. Ele teve a sua dívida restaurada, isto é, teve o seu débito renovado por não ter sido capaz de perdoar. Assim acontece com todos aqueles que se deixam prender pela ira, rancor, ódio, ressentimento e indisposição para liberar perdão para quem o ofendeu. Você tem prendido alguém pela falta de perdão? Quando não perdoamos, na verdade é a nossa própria alma que fica presa e uma alma presa não consegue conquistar as bênçãos de Deus, não consegue viver em paz, não consegue ser feliz. CONCLUSÃO: Perdão não e um sentimento, mas uma decisão. Perdão não é uma opção, mas uma obrigação que Deus nos deixou. Perdão não é esquecer a dívida, mas lançá-la fora. Perdão é limpar o coração de toda a mágoa, dor e ressentimento que possa existir por alguma ofensa recebida. Perdão não é buscar restituição, mas entregar tudo Aquele que julga todas as coisas e Aquele a quem pertence a vingança, Deus. Lição de Célula Nº 439 - 03 a 09 de Maio de 2010 - Ap. Wagner & Pra. Eunice
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