myspace do MIBAorkut do MIBATwitter do MIBAyoutube do MIBAfacebook do MIBA
Rede Social

mibac.com.br

  • faça aqui sua doação de amor e abençoe nosso ministério

    Leia mais...
  •  

    Gaditas | Homens de Guerra

    www.gaditas.net

    Gaditas




  • Assista nossos Vídeos
    e Vote!

    Videos do MIBAC

  • Cultos ao Vivo




    Assista nossos Cultos ao vivo, através do seu computador, entre e confira o horário das transmissões!
http://www.mibac.com.br/components/com_gk2_photoslide/images/thumbm/535085Projeto_sol_nascente.jpg http://www.mibac.com.br/components/com_gk2_photoslide/images/thumbm/664728banners_sol_nascente2.jpg
Cientista político analisa aspectos sobre o conflito entre Israel e Palestina PDF  | Imprimir |  E-mail

Ações americanas e participação dos países árabes são os principais pontos abordados por Samuel Feldberg Durante uma entrevista ao portal folha Online, no dia 14 de Maio, data em que se comemorou os 60 anos da criação do Estado Israelense, o cientista político Samuel Feldberg, membro do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo, USP, destacou alguns pontos importantes que permeiam o conflito entre israelenses e palestinos.

"A questão palestina normalmente é abordada de forma muito simplória: os países árabes preocupados com o sofrimento dos palestinos, pressionando Israel para ter uma solução. Obviamente isso não é verdade, nem parte da verdade. Quando se analisa a participação dos países árabes do conflito de 1947/48, vê-se nitidamente uma dispersão dos recursos aportados pelos países árabes e a defesa de interesses próprios que, na maioria dos casos, iam frontalmente contra o interesse dos palestinos”, assim descreve o analista quando perguntado sobre a participação dos países árabes no processo de paz entre as duas nações, que, segundo ele, o que mais se viu foram interesses socioeconômicos.

Para Feldber, um dos principais problemas desse conflito bélico está relacionado à consolidação do Estado judeu. “Após a guerra de 1967 e da reversão dos revezes iniciais da guerra de 1973 houve a geração de uma percepção ampla que a consolidação do Estado de Israel era irreversível. Ou seja, o país conseguiu se fortalecer e garantir a sua existência. Talvez o maior problema que exista a partir deste momento seja a multiplicação de forças que deixaram de canalizar suas energias em uma única direção”.

O analista discorre ainda que, quando a maior preocupação de Israel deixou de ser geopolítica, as atenções se voltaram para a relação com a população palestina nos territórios ocupados e a tensão com relação aos árabes dentro do estado judaico. “Se hoje o problema central tiver de ser focado, ele está relacionado com algo que podemos chamar de identidade do Estado de Israel. Com isso, há uma dispersão interna na sociedade israelense”.

Quando questionado sobre a participação norte-americana nas mediações do conflito, Samuel Feldber faz um breve balanço das contribuições de alguns presidentes para o problema, como a de Jimmy Carter que deu ênfase às mediações no Oriente Médio, levando o acordo de Paz entre Israel e Egito, a fraca negociação de resgatar o processo de paz em última instancia no governo de Bill Clinton, bem como a do atual governo que, para ele, nenhum empenho concreto e muito menos importante nos dois mandatos de Bush foram suficientes para se chegar a um acordo entre os dois países.

“Não acredito nas previsões de que até o fim de 2008 vai acontecer alguma coisa. Certamente não vai acontecer nada no final do governo Bush. E, obviamente, dependendo de quem será o próximo presidente, as opções são muito amplas”, salientou o cientista político que ressalta a ausência de mudança referente às mediações do conflito caso o partido democrata vença as eleições presidenciais em novembro.

“Os democratas vão ter problemas muito mais sérios para tratar que mediar o conflito israelo-palestino, que tem o agravante de não permitir deslumbrar uma solução. É um campo de areia movediça em que o presidente entra e envolve a questão de relacionamento de países árabes produtores de petróleo, e a questão do Iraque, onde a popularidade norte-americana já é um problema e só se complica se houver percepção de apoio a Israel ou mesmo de equilíbrio”, finalizou.

(Fonte: Folha online, em 14/05/08)

 


Leia mais: